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FICHA TÉCNICA

Entrevero Instrumental

Incurso

 

Produzido por Filipe Maliska e Arthur Boscato

 

Todas as músicas compostas por Filipe Maliska, Arthur Boscato, Rodrigo Moreira, Jota P Barbosa e Vinícius Lole.

 

Arthur Boscato (Violão 7 Cordas) 

Filipe Maliska (Bateria e eletrônicos) 

Jota P Barbosa (Saxofone) 

Rodrigo Moreira (baixo) 

Vinícius Lole (Acordeon)

 

Participação: Gileno Santana (Trompete na faixa 4) 

Qebrus (RIP) (final faixas 2, 4 e 10) 

ZZY (final faixa 8)

 

Técnico de gravação, mixagem e masterização André Espada

 

“Incurso” foi criado em setembro de 2018 no âmbito do programa RAM (Residências Artísticas Musibéria). Álbum gravado, misturado e masterizado entre setembro de 2018 e dezembro de 2019, no Estúdio de Som Musibéria, em Serpa, Portugal.

 

Fotografia e arte da capa por Filipe Maliska 

Apoio Cultural 

Fast, Aromas de Catarina, Materva e Barzagui 

 

Realizado com ajuda da Lei de Incentivo à Cultura Federal. 

1 - Pulpería Darknet (2’56”) 

2 - Rebenta a Soga do Potro (5’50”) 

3 – Extropiado (4’03”) 

4 - Cypherpunk Morubixaba (6’43”) 

5 - Tiaraju 2077 (3’01”) 

6 - TroP2Peiro (4’38”) 

7 - Cadeia de Blocos e Cerros3’28”) 

8 – Desterro (4’16”) 

9 - Entrevero de Adaga e 3D Printed Gun (2’50”) 

10 - Ḯ̵̭̒̌̉̈̀͐̄n̸̗̟͉̔̄͠͠v̵̘̜̫̀̐̽̇ȩ̵̷̢̭̦̯͖̭͙̣̪̈́̒̌̉̈̀͐̄̀̓s̵̘̜̫̀̐̽̇t̸̡̡̰̩͓͍̹̀̆̊̄̈̚͝͠id̸̡̡̰̩͓͍̹̀̆̊̄̈̚͝͠a ̷̨̝̹͕̩̝̜̃̔̽̀͋͒͛̏́͜͠Tȩ̷̵̢̦̯͖̭͙̣̪̭̀̓̈́̒̌̉̈̀͐̄rrų̷̝̹͕̩̝̜̃̔̽̀͋͒͛̏́͜͠nh̸̵̗̟͉̘̜̫̔̄̀̐̽̇͠͠ǎ̴̳̤̐͋͘͘͝ d̸̗̟͉̔̄͠͠o ̴̸̳̤̗̟͉̌̐͋̔̄͘͘͝͠͠Ǎ̴̳̤̐͋͘͘͝n̸̗̟͉̔̄͠͠a̸̗̟͉̔̄͠͠ř̴̸̡̡̳̤̰̩͓͍̹̐͋̀̆̊̄̈͘͘̚͝͝͠co̸̗̟͉̔̄͠͠C̸̗̟͉̔̄͠͠riptǫ̷̝̹͕̩̝̜̃̔̽̀͋͒͛̏́͜͠C̸̡̡̰̩͓͍̹̀̆̊̄̈̚͝͠yb̵̘̜̫̀̐̽̇ ̵̘̜̫̀̐̽̇er̷̴̨̝̹͕̩̝̜̳̤̃̔̽̀͋͒͛̏́̌̐͋͘͘͜͠͝Ga̸̗̟͉̔̄͠͠u ̷̧̢̦̯͖̭͙̣̪̀̓ ̷̨̝̹͕̩̝̜̃̔̽̀͋͒͛̏́͜͠c̸̗̟͉̔̄͠͠h̸̵̡̡̰̩͓͍̹̭̀̆̊̄̈̈́̒̌̉̈̀͐̄̚͝͠ò̷̴̧̢̦̯͖̭͙̣̪̳̤̓̌̐͋͘͘͝dà̷̷̧̢̨̦̯͖̭͙̣̪̝̹͕̩̝̜̓̃̔̽̀͋͒͛̏́͜͠ ̵̭̈́̒̌̉̈̀͐̄Tba̸̸̗̟͉̗̟͉̔̄̔̄͠͠͠͠D̵̘̜̫̀̐̽̇ ̴̳̤̌̐͋͘͘͝i̸̵̸̗̟͉̘̜̫̗̟͉̔̄̀̐̽̇̔̄͠͠͠͠gį̸̷̗̟͉̝̹͕̩̝̜̔̄̃̔̽̀͋͒͛̏́͜͠͠͠t̸̗̟͉̔̄͠͠lṋ̵̈́̒̌̉̈̀͐̄ò̸̵̵̡̡̰̩͓͍̹̘̜̫̭̆̊̄̈̀̐̽̇̈́̒̌̉̈̀͐̄̚͝͠à̸̡̡̰̩͓͍̹̆̊̄̈̚͝͠ i ̵̷̧̢̭̦̯͖̭͙̣̪̈́̒̌̉̈̀͐̄̀̓sGù̷̴̸̧̢̡̡̦̯͖̭͙̣̪̳̤̰̩͓͍̹̓̌̐͋̀̆̊̄̈͘͘̚͝͝͠ascà̷̷̸̧̢̨̦̯͖̭͙̣̪̝̹͕̩̝̜̗̟͉̓̃̔̽̀͋͒͛̏́̔̄͜͠͠͠Ť̴̳̤̐͋͘͘͝el̸̡̡̰̩͓͍̹̀̆̊̄̈̚͝͠uris̵̘̜̫̀̐̽̇mo

(17’50”)  

Tempo total: 55’38” 

 

Excertos 

Faixa 2 - Final: Milonga do Contrabando (Luiz Menezes) 

Faixa 4 - Final: Milonga De Três Banderas (Noel Guarany) 

Faixa 7 - Final: Vale de Vargo é minha terra 

Faixa 8 - final Desterro : Sepé Tiaraju II (Alcy Cheuíche)

Faixa 10 - Vozes: Daniel Fraga, Amir Taaki, Cody Wilson, Pedro loss, Christopher Soghoian e Cindy Cohn 

Lunar de Sepé (Simões Lopes Neto) Interpretação Olívio Dutra

 

Rio do Contrabando (Túlio Varella Souza/Thiago Souza/Túlio Souza | Música: Valdomiro Maicá) 

Sepé Tiaraju I (autor Jayme Caetano Braun) - Interpretação João Nunes Ramis 

Potro sem Dono -Noel Guarany (interpretação Rafael Puerta) 

Sou Portugês, Emigrante - Grupo coral "Os Ganhões" 

 

INCURSO

 

Quando fomos convidados a criar e gravar nosso novo disco através da Residência Artística do Musibéria, centro sediado em Serpa, Portugal, que tem como fim apoiar a “criação, investigação e difusão da diáspora da cultura ibérica nos diferentes cenários da contemporaneidade”, teve início uma longa história que, como já é de praxe nas viagens do Entrevero, daria (ou dará?) um filme: passagens aéreas Brasil-Portugal perdidas por conta da agitada agenda do nosso Jota P com a banda do Hermeto Pascoal; a repentina saída do nosso então acordeonista Diego Guerro e o convite, já próximo da viagem, a Vinícius Lole com a pergunta “Você tem passaporte?”; a corrida em busca deste passaporte que não existia e que só ficou pronto (para o nosso desespero) no dia da viagem, após muitos telefonemas e pedidos suplicantes; os momentos de tensão no aeroporto de Frankfurt, onde quase fomos impedidos de seguir até Portugal por falta de, pasmem, visto de trabalho… tudo para (depois de atravessarmos o oceano, chegarmos a outro continente, irmos até as entranhas da região do Alentejo) darmos de cara com uma tradição que em muito se assemelha com a nossa: a mesma música, as mesmas roupas, as mesmas origens campesinas… Certamente, em nosso imaginário esta aproximação já existe pelo simples fato de termos sido colônia portuguesa e, assim, termos tanto do que hoje nos faz brasileiros vindo do Velho Mundo, a começar pelo idioma. Porém, ao ver de perto estas similaridades, percebemos o quanto a “diáspora da cultura ibérica” se une a outras diásporas culturais para nos fazer - brasileiros, portugueses, espanhóis, argentinos,  uruguaios -, a despeito de nossas particularidades, a mesma gente, separados por fronteiras físicas que não nos dividem de fato, mas que servem unicamente a projetos de poder. Assim, quando entramos no estúdio do Musibéria para gravar nosso quarto álbum, “Incurso”, estas discussões foram inevitáveis e a provocação à existência destas fronteiras, que já era tônica em nosso trabalho, surgiu quase que como um tema do disco. “Incurso” representa esta invasão às avessas, não para tomar ou para ceder, mas para trocar e ressignificar; representa uma investida a um centro que nos gerou para podermos reafirmar, por fim, que não há centro; representa um embate entre as tradições inventadas e que inventamos a cada dia, entre a milonga e o eletrônico, entre o regional e o contemporâneo. Um Entrevero de ideias, uma síntese capaz de nos deslocar do lugar comum que nos é dado.

O SOM DO INCURSO

Após o longo projeto “Entrevero +” (com 3 versões de um disco, songbook, documentário, patches para Pure Data), o Entrevero Instrumental busca em seu 4º álbum, Incurso, condensar os conceitos e referências que construíram a identidade do grupo nestes quase 10 anos de existência em um disco mais direto, composto boa parte em conjunto no próprio estúdio. Um trabalho que, a partir desta síntese, adquire uma atmosfera própria, contrastante e circular.

Os grooves são construídos sem quebra de compasso, com ênfase nas sutis mudanças de feels (4, 5, 6 e 7).

As harmonias e melodias voltam a buscar possibilidades em ciclos de acordes tonais, passando pelo polimodalismo até serem abandonadas em prol da composição textural.

As sínteses eletrônicas, que surgem a partir de timbres acústicos processados, principalmente da caixa da bateria, são controladas e pontuais.

Incurso também é o primeiro disco depois da entrada definitiva do saxofonista Jota P na banda do Hermeto Pascoal, reforçando a influência do bruxo no som do Entrevero Instrumental.

A música regional sulista, além de continuar presente em versões

improvisadas e modificadas de ritmos como chacarera e milonga, aparece também na forma de excertos de gravações originais de músicos como Noel Guarany, trazendo novamente o tema de reaproveitamento de materiais, compartilhamento de ideias e remixagem, levantados pela banda em outros trabalhos, levando a novos ouvidos as vozes de artistas que já não estão mais entre nós.

Nesse sentido, Incurso também traz vida ao trabalho futurista do

sound designer francês Qebrus, que pouco antes de sua morte precoce em 2017 enviou a Filipe Maliska samplers inéditos.

Em suma, um disco que conecta tempos e lugares que são muito menos distantes do que parecem através de ritmos e harmonias circulares que costuram rupturas e contradições de tradições.

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O Entrevero Instrumental é formado por Arthur Boscato [violão sete cordas], Vinícius Lole [acordeon], Jota P Barbosa [saxofone], Filipe Maliska [bateria] e Rodrigo Moreira [baixo] e apresenta um trabalho autoral de música instrumental brasileira com grande influência dos ritmos do sul do Brasil e da música contemporânea.

Já passou por mais de 60 cidades do Brasil, entre os estados de SC, PR, RS, SP, RJ, MG, PE, CE e BA. Foi selecionado para as turnês: Circuito SESC Teatros 2010, Circuito SESC Música 2012, Circuito Cultural SESI 2013, Circuito Cultural SESI 2014. Realizou também uma turnê em 2013 por França e Espanha, com o apoio do Ministério da Cultura, e a turnê Ao Sul em 2017, que passou por Argentina, Uruguai e sul do Brasil. Em 2018 realizou a turnê Desterro por Portugal e Itália, tocando em um dos mais importante clubes de jazz da Europa, O Hotclube de Portugal, além de concertos em Serpa, Milão, Turim e Lisboa. 

Participou de importantes festivais como o Savassi Festival 2011 em Belo Horizonte, o Joinville Jazz Festival 2010, o Festival Internacional  Jazz a la Calle 2015 no Uruguai, Mostra SESC Cariri 2015 no Ceará , Festival de Inverno de Garanhuns 2014, Copa do Mundo 2014 em Salvador e Experimentasom no SESC Sorocaba em 2017.

 

Recebeu o prêmio Novos Talentos do Jazz 2011, o Itaú Rumos Música 2010-2012, Prêmio Elisabete Anderle 2010 pelo disco Siri al Presto, Prêmio Funarte de Música Brasileira em 2013 pelo disco Êxodo  e Prêmio Elisabete Anderle 2015 pelo disco Estratossoma. Realizou em 2017 o programa Instrumental SESC Brasil.  

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fotos para divulgação

 

 2019 por Maleta Criativa